Gondomar

História

Gondomar é um nome e uma terra com ressonâncias históricas. Vários achados revelam as velhas raízes da vivência humana neste local desde a pré-história. A exploração das minas de ouro nas regiões próximas e a posição estratégica do “Crasto” comprovam a permanência dos Romanos nestas terras.

Entre outras versões, a denominação “Gondomar” é atribuída ao rei visigodo “Gundemaro” que, em 610, teria aqui fundado um Couto, apesar de não haver vestígios dos cavaleiros visigóticos.

Gondomar recebeu a Carta de Couto de D. Sancho I em 1193, que, mais tarde, foi confirmada pelo rei D. Afonso II, através das Inquirições. O Monarca “fez honra de Gondomar” a D. Soeiro Reymondo, que aqui tinha um solar.

A cidade de Gondomar é um destino que vale a pena descobrir, combinando natureza, história e património. Um passeio pelos passadiços oferece momentos de tranquilidade, com paisagens naturais ideais para relaxar e apreciar o meio envolvente. Para quem gosta de história e cultura, o Museu Mineiro é uma paragem obrigatória, revelando a importância da atividade mineira no desenvolvimento da região. A antiga Linha de Midões convida a uma viagem pelo passado ferroviário, enquanto a estação de comboios da CP de Rio Tinto se destaca como um símbolo da ligação de Gondomar ao crescimento urbano e industrial. As igrejas da cidade, ricas em arquitetura e tradição, refletem a identidade religiosa e cultural local. Já a Junta de Freguesia de Melres representa a proximidade à comunidade e a vida ativa das freguesias, completando um roteiro diversificado e cheio de interesse para quem visita Gondomar.

Locais de interesse

Passadiço Fanzeres - São Cosme
Passadiço de Rio Tinto
Passadiço de Valbom
Passadiço de Cais da Lixa
Museu Mineiro
Linha de Midões
Estalção CP de Rio Tinto
Igreja de Rio Tinto
Igreja de São Cosme
Igreja Foz do Sousa
Junta de Freguesia de Melres

Ourivesaria

Gondomar é reconhecido como a “Capital da Ourivesaria“.A filigrana apresenta-se como uma técnica de ourivesaria que resulta de um longo e minucioso processo de fundição e manejo de finíssimos fios de ouro ou prata que combinados adornam delicadas e valiosas peças de joalharia.

A Filigrana de Gondomar ostenta raízes profundas, com evidências arqueológicas que sugerem a sua prática desde a época romana. No entanto, foi durante a Idade Média que esta arte floresceu, tornando-se um símbolo de opulência e requinte entre a realeza e a nobreza. Gondomar, com a sua rica tradição mineira e a mestria dos seus artesãos, rapidamente se consolidou como o principal centro de produção de ourivesaria em Portugal.